Mais Ciência na volta às aulas!

Toda boa história tem um começo, então inicio esse espaço com o quadrinho abaixo, adaptado do ótimo cartunista Sydney Harris:

O desenho acima expõe uma pergunta que, de tempos em tempos, vem à tona (ou ao menos deveria):

“Como tudo começou?”

No quadrinho da esquerda um “homem das cavernas”, primitivo e com pouquíssimo conhecimento sobre a natureza. Ao lado direito, um cientista dentro de uma instalação dotada de alta tecnologia. Porém, ambos têm o mesmo questionamento.

“Como tudo começou?”

Essa imagem pode dizer muito. A princípio, pode-se pensar que ainda estamos a um longo caminho de entender algumas das principais perguntas da humanidade, como: “qual o sentido da vida” (se é que existe um); “de onde viemos e para onde vamos?” (essa é mais fácil para quem entende de Biologia e Evolução, conversaremos sobre isso daqui a um tempo); e a clássica “como tudo começou?”.

Também pode-se notar que, mesmo não sabendo – ainda – a resposta dessas questões, conseguimos feitos incríveis em relação aos nossos antepassados das cavernas. Afinal, se alguém que viveu há 200 anos já ficaria maravilhado – e assustado – com as tecnologias contemporâneas, imagine o impacto do mundo atual no personagem do primeiro quadrinho.

No entanto, se permanecemos sem essas respostas, como conquistamos tantos avanços?

Enfim, esse é o ponto crucial que sempre será discutido neste espaço. O ser humano transformou-se no que é hoje por um simples motivo: o desenvolvimento da Ciência.

Mas afinal, o que é Ciência?

Desde o início dos tempos, a capacidade de abstração humana fez com que buscássemos entender os acontecimentos da natureza. Muitos fenômenos atribuídos a deuses, entidades cósmicas ou sobrehumanas, foram explicados por meio da análise lógica dos fatos observados.

Em linhas gerais, a Ciência é o esforço para descobrir e aumentar a compreensão humana de como a realidade funciona. A palavra Ciência tem origem no latim scientia, que significa “conhecimento” – uma maneira de conseguir informação pelo uso do método científico.

É o emprego de procedimentos racionais e o grande rigor no estudo dos dados coletados em experimentos que definem a qualidade da Ciência. Essas práticas permitem distinguir se uma atividade é realmente científica (ou não) e serão o grande foco das nossas discussões e de nosso aprendizado.

Sejam bem-vindos!

* Para mais obras de Sydney Harris, acessem Science Cartoons Plus ou leiam o livro “A Ciência Ri”, disponível no site da Livraria da Física!

* Quer mais material? Visite a página de Ciência da Wikipedia!

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7 Comments

  1. Parabéns pela iniciativa em fomentar a troca de experiências e o compartilhamento de informações em Ciências.

  2. [...] Lembram que a Ciência é o esforço para descobrir e aumentar nossa compreensão de como a realidade funciona? (Não? Não se desespere, clique AQUI e relembre!) [...]

  3. Paarabéns! gostei demais da sua ideia. abraços

  4. Obrigado pelos elogios Alessandra, fico feliz que tenha gostado da proposta!

    Abraços!

  5. Parabéns pela iniciativa! Espero que o projeto dê certo e seja duradouro!

  6. Elaine Wanzeler

    Oi, Gabriel! Gostei do início desse texto e do quadrinho que o acompanha, mas discordo da postura dada ao fazer científico. Há muito mais fatores que interferem na construção de um ser humano do que a contribuição científica, portanto, dizer que “O ser humano transformou-se no que é hoje por um simples motivo: o desenvolvimento da Ciência” é uma visão bem simplista e irreal. Quantos de fato usufruem do que a ciência produziu? Quanto de fato a produção científica interfere na vida das pessoas comuns? Não esquecendo que muitos grupos sociais vivem completamente alheios a esse fazer científico e não precisam dele para ser humanos. É bem verdade que nossa interferência nesses grupos (indígenas, comunidades tradicionais, aborígenes, etc.) é bem forte em nossos tempos, e o modo de vida deles está sendo substituído pelo nosso (que pena!), mas eles não precisariam de nós e nossa ciência. Bem, como zoóloga e educadora que sou tenho outra definição, em linhas gerais, para CIÊNCIA: um fazer inerentemente humano que representa UMA forma de analisar o mundo. Não é a melhor ou a mais correta, é UMA dentre outras. Há um contexto histórico que pode ser estudado para compreender o porquê dos cientistas terem recebido tanto poder da sociedade ao ponto de determinarem por nós o que é bom ou mal (o tal do “cientificamente comprovado”), mas essa discussão fica pra um outro momento. Apenas quis ampliar essa visão sobre o fazer científico uma vez que gosto muito do tema.
    Cordialmente.

  7. Olá Elaine! Antes de mais nada, muito obrigado por acompanhar o blog e pela iniciativa de discutir o conteúdo.

    Discordo de você em um ponto específico: as sociedades desenvolvidas que conhecemos hoje são fruto direto do desenvolvimento da Ciência. Claro, não há cabimento em considerar indígenas e outras culturas tradicionais no meu comentário, visto que as mesmas muitas vezes preservam (ou tentam) o modo de vida de seus antepassados. Mas vale lembrar que há um sem número de casos de indígenas e outros povos que preferiram aderir ao “modo de vida ocidental”, ou seja: aos benefícios trazidos pela Ciência.

    De qualquer modo, “cultura tradicional” é um termo relativo: uma das culturas mais tradicionais nos EUA, por exemplo, é a Amish. Eles dizem viver sem tecnologia, mas na verdade eles preservam o modo de vida de seus antepassados do século 18. Desde quando não havia tecnologia (e, portanto, Ciência), no século 18? Um moinho, um tear, as bíblias impressas que eles utilizam não são fruto da Ciência?

    Mesmo os locais mais pobres e sem nenhum desenvolvimento científico próprio são beneficiados pela Ciência. Medicamentos e alimentos resultantes de melhorias agrárias são resultados científicos diretos e atingem praticamente toda a população mundial, ao menos em algum momento de suas vidas.

    Muito obrigado novamente pelo acesso e pelo diálogo!

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