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	<title>Comentários sobre: Mais Ciência na volta às aulas!</title>
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	<description>Educação científica e pensamento crítico</description>
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		<title>Por: Hoje é dia de assoprar velinha! &#124; Ciensinando</title>
		<link>http://www.ciensinando.com.br/2010/02/mais-ciencia/comment-page-1/#comment-415</link>
		<dc:creator>Hoje é dia de assoprar velinha! &#124; Ciensinando</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 04:36:54 +0000</pubDate>
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		<description>[...] relacionados à educação científica. Nesse período, vocês puderam acompanhar discussões sobre ciência e seu funcionamento, resenhas de livros e apostilas, indicações de materiais didáticos [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] relacionados à educação científica. Nesse período, vocês puderam acompanhar discussões sobre ciência e seu funcionamento, resenhas de livros e apostilas, indicações de materiais didáticos [...]</p>
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		<title>Por: Gabriel Cunha</title>
		<link>http://www.ciensinando.com.br/2010/02/mais-ciencia/comment-page-1/#comment-81</link>
		<dc:creator>Gabriel Cunha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 14:37:03 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Elaine! Antes de mais nada, muito obrigado por acompanhar o blog e pela iniciativa de discutir o conteúdo.

Discordo de você em um ponto específico: as sociedades desenvolvidas que conhecemos hoje são fruto direto do desenvolvimento da Ciência. Claro, não há cabimento em considerar indígenas e outras culturas tradicionais no meu comentário, visto que as mesmas muitas vezes preservam (ou tentam) o modo de vida de seus antepassados. Mas vale lembrar que há um sem número de casos de indígenas e outros povos que preferiram aderir ao &quot;modo de vida ocidental&quot;, ou seja: aos benefícios trazidos pela Ciência.

De qualquer modo, &quot;cultura tradicional&quot; é um termo relativo: uma das culturas mais tradicionais nos EUA, por exemplo, é a &lt;em&gt;Amish&lt;/em&gt;. Eles dizem viver sem tecnologia, mas na verdade eles preservam o modo de vida de seus antepassados do século 18. Desde quando não havia tecnologia (e, portanto, Ciência), no século 18? Um moinho, um tear, as bíblias impressas que eles utilizam não são fruto da Ciência? 

Mesmo os locais mais pobres e sem nenhum desenvolvimento científico próprio são beneficiados pela Ciência. Medicamentos e alimentos resultantes de melhorias agrárias são resultados científicos diretos e atingem praticamente toda a população mundial, ao menos em algum momento de suas vidas.

Muito obrigado novamente pelo acesso e pelo diálogo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Elaine! Antes de mais nada, muito obrigado por acompanhar o blog e pela iniciativa de discutir o conteúdo.</p>
<p>Discordo de você em um ponto específico: as sociedades desenvolvidas que conhecemos hoje são fruto direto do desenvolvimento da Ciência. Claro, não há cabimento em considerar indígenas e outras culturas tradicionais no meu comentário, visto que as mesmas muitas vezes preservam (ou tentam) o modo de vida de seus antepassados. Mas vale lembrar que há um sem número de casos de indígenas e outros povos que preferiram aderir ao &#8220;modo de vida ocidental&#8221;, ou seja: aos benefícios trazidos pela Ciência.</p>
<p>De qualquer modo, &#8220;cultura tradicional&#8221; é um termo relativo: uma das culturas mais tradicionais nos EUA, por exemplo, é a <em>Amish</em>. Eles dizem viver sem tecnologia, mas na verdade eles preservam o modo de vida de seus antepassados do século 18. Desde quando não havia tecnologia (e, portanto, Ciência), no século 18? Um moinho, um tear, as bíblias impressas que eles utilizam não são fruto da Ciência? </p>
<p>Mesmo os locais mais pobres e sem nenhum desenvolvimento científico próprio são beneficiados pela Ciência. Medicamentos e alimentos resultantes de melhorias agrárias são resultados científicos diretos e atingem praticamente toda a população mundial, ao menos em algum momento de suas vidas.</p>
<p>Muito obrigado novamente pelo acesso e pelo diálogo!</p>
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		<title>Por: Elaine Wanzeler</title>
		<link>http://www.ciensinando.com.br/2010/02/mais-ciencia/comment-page-1/#comment-80</link>
		<dc:creator>Elaine Wanzeler</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 14:16:35 +0000</pubDate>
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		<description>Oi, Gabriel! Gostei do início desse texto e do quadrinho que o acompanha, mas discordo da postura dada ao fazer científico. Há muito mais fatores que interferem na construção de um ser humano do que a contribuição científica, portanto, dizer que &quot;O ser humano transformou-se no que é hoje por um simples motivo: o desenvolvimento da Ciência&quot; é uma visão bem simplista e irreal. Quantos de fato usufruem do que a ciência produziu? Quanto de fato a produção científica interfere na vida das pessoas comuns? Não esquecendo que muitos grupos sociais vivem completamente alheios a esse fazer científico e não precisam dele para ser humanos. É bem verdade que nossa interferência nesses grupos (indígenas, comunidades tradicionais, aborígenes, etc.) é bem forte em nossos tempos, e o modo de vida deles está sendo substituído pelo nosso (que pena!), mas eles não precisariam de nós e nossa ciência. Bem, como zoóloga e educadora que sou tenho outra definição, em linhas gerais, para CIÊNCIA: um fazer inerentemente humano que representa UMA forma de analisar o mundo. Não é a melhor ou a mais correta, é UMA dentre outras. Há um contexto histórico que pode ser estudado para compreender o porquê dos cientistas terem recebido tanto poder da sociedade ao ponto de determinarem por nós o que é bom ou mal (o tal do &quot;cientificamente comprovado&quot;), mas essa discussão fica pra um outro momento. Apenas quis ampliar essa visão sobre o fazer científico uma vez que gosto muito do tema.
Cordialmente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, Gabriel! Gostei do início desse texto e do quadrinho que o acompanha, mas discordo da postura dada ao fazer científico. Há muito mais fatores que interferem na construção de um ser humano do que a contribuição científica, portanto, dizer que &#8220;O ser humano transformou-se no que é hoje por um simples motivo: o desenvolvimento da Ciência&#8221; é uma visão bem simplista e irreal. Quantos de fato usufruem do que a ciência produziu? Quanto de fato a produção científica interfere na vida das pessoas comuns? Não esquecendo que muitos grupos sociais vivem completamente alheios a esse fazer científico e não precisam dele para ser humanos. É bem verdade que nossa interferência nesses grupos (indígenas, comunidades tradicionais, aborígenes, etc.) é bem forte em nossos tempos, e o modo de vida deles está sendo substituído pelo nosso (que pena!), mas eles não precisariam de nós e nossa ciência. Bem, como zoóloga e educadora que sou tenho outra definição, em linhas gerais, para CIÊNCIA: um fazer inerentemente humano que representa UMA forma de analisar o mundo. Não é a melhor ou a mais correta, é UMA dentre outras. Há um contexto histórico que pode ser estudado para compreender o porquê dos cientistas terem recebido tanto poder da sociedade ao ponto de determinarem por nós o que é bom ou mal (o tal do &#8220;cientificamente comprovado&#8221;), mas essa discussão fica pra um outro momento. Apenas quis ampliar essa visão sobre o fazer científico uma vez que gosto muito do tema.<br />
Cordialmente.</p>
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