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	<title>Ciensinando &#187; biologia molecular</title>
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	<description>Educação científica e pensamento crítico</description>
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		<title>Terminei de ler: &#8220;Guia Mangá de Biologia Molecular&#8221;.</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 16:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No começo do ano peguei um exemplar de &#8220;O Guia Mangá de Biologia Molecular&#8221; da Novatec Editora e posso dizer que é um livro que cumpre metade do prometido: &#8220;Se você precisa de uma revisão em biologia molecular ou simplesmente é fascinado pela ciência da vida, o Guia oferece uma introdução muito divertida e informativa.&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/07/guiamanga.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1619" title="guiamanga" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/07/guiamanga.jpg" alt="" width="204" height="270" /></a>No começo do ano peguei um exemplar de <em><strong>&#8220;O Guia Mangá de Biologia Molecular&#8221;</strong></em> da <strong>Novatec Editora</strong> e posso dizer que é um livro que cumpre metade do prometido:</p>
<blockquote><p>&#8220;Se você precisa de uma revisão em biologia molecular ou simplesmente é fascinado pela ciência da vida, o Guia oferece uma introdução muito divertida e informativa.&#8221;</p></blockquote>
<p>O livro revisa de modo bem simplificado os temas clássicos da Biologia Molecular contando a história de Ami e Rin, duas estudantes de faculdade completamente desinteressadas em Biologia. Após matarem as aulas da matéria durante o semestre elas são &#8220;convidadas&#8221; &#8211; a não ser que prefiram reprovar &#8211; a fazer um curso de recuperação no laboratório do seu professor, o Dr. Moro.</p>
<p>Como é uma história em quadrinhos, é claro que esse laboratório fica em uma ilha particular. Entendo o apelo desse tipo de cenário mas nunca vou conseguir me livrar do coquetel &#8220;cientista-ilha deserta/particular/Dr. Moreau&#8221;.</p>
<p>Aliás, se eu não conhecesse a história do livro, acharia que Dr. Moro fosse uma referência explícita ao Dr. Moreau, personagem do livro &#8220;A Ilha do Dr. Moreau&#8221;, um romance de ficção científica escrito no final do século 19 por H.G. Wells. Também existe um filme de 1996 com o grande &#8211; e na época ele já estava grande mesmo &#8211; Marlon Brando na pele do &#8220;cientista maluco&#8221; (estereótipo que desperta o ódio deste que vos escreve) que conduz várias experiências com engenharia genética (o conteúdo dos experimentos foi atualizado em termos de tecnologia para não ficar muito <del>mais</del> ridículo <del>do que o resultado final</del>). Imaginem o filme pelas imagens abaixo e terão uma ideia do resultado final&#8230;</p>
<div id="attachment_1623" class="wp-caption aligncenter" style="width: 561px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/07/moreau.jpg"><img class="size-full wp-image-1623" title="moreau" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/07/moreau.jpg" alt="" width="551" height="145" /></a><p class="wp-caption-text">Marlon Brando &quot;traindo o movimento&quot;: momentos &quot;concentração ao microscópio&quot; (esq.), &quot;quero ser Mumm-ha&quot; (centro) e &quot;chazinho vovó&quot; (dir.). Um filme de qualidade ímpar, realmente.</p></div>
<p>Voltando ao Guia, Ami e Rin estudam e aprendem sobre a Biologia Molecular com o auxílio de um ambiente de realidade virtual que cuida dos eventuais &#8220;problemas de abstração&#8221; que existem quando se estuda/trabalha com moléculas invisíveis a olho nu. Imagine a emoção, após 2 semanas de trabalho, ao ver um micro tubo de reação com o seu querido DNA/RNA/proteína/carboidrato e descobrir que se algum engraçadinho trocá-lo por um tubo com água pura você só vai descobrir quando tudo o que fizer dali para frente der errado. Trabalhar com moléculas requer um pouco de fé no que você está fazendo e nas técnicas que usa, só assim para acreditar que as coisas estão dando certo.</p>
<p>Pensando nisso, o autor do livro criou um potente simulador de realidade virtual que faz com que as estudantes &#8220;enxerguem&#8221; as reações e moléculas que o Dr. Moro &#8211; ou seu assistente bonitão &#8211; esteja ensinando em determinado momento. Confesso que isso seria uma mão na roda gigante para professores de Biologia. Principalmente os que não sabem desenhar nem uma joaninha direito, como é o meu caso.</p>
<p>Outro ponto a favor é o formato. O mangá é objeto de lazer de vários estudantes atuais e possui muitos adeptos no Brasil. Escrever um livro didático mescle a linguagem dos quadrinhos com diálogos teóricos e momentos de texto normal destinado a aprofundar pontos importantes foi uma grande ideia, e por isso o autor está de parabéns! Uma amostra desses dois momentos do livro pode ser vista abaixo:</p>
<div id="attachment_1625" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/07/manga.jpg"><img class="size-full wp-image-1625  " title="manga" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/07/manga.jpg" alt="" width="524" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Dois exemplos da linguagem encontrada no Guia: quadrinhos e explicações detalhadas.</p></div>
<p>Finalmente, no começo escrevi que o livro cumpre parte do prometido pela editora. Isso vem do fato de o conteúdo ser simplificado demais mesmo para uma revisão, como é sugerido, o que acaba fazendo par com o próximo problema que encontrei: o direcionamento do livro.</p>
<p>Não entendi muito bem qual é o seu público-alvo. Eu gostaria muito que esse livro fosse indicado para estudantes de ensino médio, em que seria sim aliado em revisões. No entanto, o fato de as personagens estarem na faculdade foi confuso para mim, pois o conteúdo tem pouco apelo para quem curse Biologia ou algum curso da área de Biológicas ou Saúde em nível superior.</p>
<p>De qualquer modo, a leitura é ótima, os conceitos estão bem explicados e resumidos e a história, como qualquer mangá, é repleta daquele carrossel emocional e termina com uma reviravolta impressionante (juro que não esperava) que, apesar de forçada em termos técnicos, me cativou!</p>
<p>Quer outra opinião? Leia a resenha publicada pelo amigo e parceiro de blogs <a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/" target="_blank"><strong>Igor Santos</strong> no </a><em><strong><a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/" target="_blank">42</a></strong></em>. Acessem <a href="http://scienceblogs.com.br/uoleo/2010/05/resenha_guia_manga_de_biologia.php" target="_blank">&#8220;Resenha: Guia Mangá de Biologia Molecular&#8221;</a> e divirta-se com os comentários sobre o estilo mangá!</p>
<p>As imagens do livro foram retiradas do capítulo de exemplo disponibilizado no site da <strong>Novatec Editora</strong> em <a href="http://novatec.com.br/livros/mangabiologia/">http://novatec.com.br/livros/mangabiologia/</a></p>
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		<title>Congressos científicos: o que são e por que são importantes?</title>
		<link>http://www.ciensinando.com.br/2011/05/sobre-congressos-cientificos/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 22:38:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de viajar comentei que aproveitaria a ocasião para escrever sobre congressos científicos, sua finalidade e importância. Também registrei que procuraria alunos que estivessem participando desse tipo de evento pela primeira vez para uma conversa sobre a experiência (link anterior AQUI). Este post é a primeira parte do material produzido durante a viagem, espero que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de viajar comentei que aproveitaria a ocasião para escrever sobre congressos científicos, sua finalidade e importância. Também registrei que procuraria alunos que estivessem participando desse tipo de evento pela primeira vez para uma conversa sobre a experiência (<a href="http://www.ciensinando.com.br/2011/04/justificativa/" target="_blank">link anterior AQUI</a>). Este post é a primeira parte do material produzido durante a viagem, espero que gostem!</p>
<p>Essa semana participei da <strong>40ª Reunião Anual da <a href="http://www.sbbq.org.br/v2/" target="_blank">Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq)</a></strong>, que aconteceu em Foz do Iguaçu &#8211; PR. A Sociedade, fundada em 1967 para organizar encontros em que os pesquisadores pudessem trocar experiências e transmitir seus resultados, é atualmente um dos eventos mais tradicionais da comunidade científica brasileira.</p>
<p><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/05/sbbq.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1573" title="sbbq" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/05/sbbq.png" alt="" width="415" height="98" /></a></p>
<p><strong>Sobre congressos científicos e sua importância</strong><br />
Os congressos são reuniões técnicas ou científicas que envolvem profissionais, professores e estudantes de uma determinada área de conhecimento. Normalmente são eventos organizados pela Sociedade da área em questão (como a Sociedade Brasileira de Genética ou a Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular) e têm em sua programação conferências com especialistas, palestras, mesas-redondas sobre temas de destaque e apresentação de trabalhos técnicos/científicos desenvolvidos pelos participantes.</p>
<div id="attachment_1574" class="wp-caption alignright" style="width: 204px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Poster1.jpg"><img class="size-full wp-image-1574" title="Poster1" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Poster1.jpg" alt="" width="194" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Minha participação na apresentação de trabalhos.</p></div>
<p>Na SBBq 2011 a programação científica foi dividida em:</p>
<ul>
<li><strong>Conferências:</strong> um convidado importante do evento (geralmente um pesquisador de destaque em sua área) discorre sobre sua linha de pesquisa ou achados recentes.</li>
<li><strong>Simpósios:</strong> três ou quatro convidados ministram palestras curtas sobre um tema geral, o que sempre gera discussões boas e acesso a especialistas de difícil contato (pode-se conversar de uma vez com especialistas de outros estados ou do exterior).</li>
<li><strong>Apresentações de trabalhos:</strong> exposições dos trabalhos desenvolvidos pelos congressistas em que os autores são avaliados pela comissão e/ou explicam e respondem questões sobre seus resultados a outros congressistas interessados.</li>
</ul>
<p>Participar de congressos é importante pelo contato com outros pesquisadores e pela possibilidade de se discutir trabalhos relacionados (ou concorrentes), colaborações ou assuntos que despertem nosso interesse.</p>
<p>Uma dica: a participação não é restrita a pesquisadores ou acadêmicos, professores e alunos que tenham interesse e curiosidade podem aproveitar a programação. Eu mesmo participei de um simpósio quando estava no 1º ou 2º ano do Ensino Médio (a memória falhou aqui): soube de um simpósio sobre a biologia de tubarões que aconteceria em minha cidade, me inscrevi e fui assistir às palestras. Foi muito bom, mesmo sem ter muita base teórica.</p>
<p>Portanto, congressos não muito específicos são uma alternativa de reciclagem e atualização para professores interessados. Alunos também podem aproveitar, geralmente essas reuniões possuem um ambiente legal de aprendizado e discussão que pode motivar muita gente!</p>
<div id="attachment_1575" class="wp-caption aligncenter" style="width: 527px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Poster2.jpg"><img class="size-full wp-image-1575  " title="Poster2" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Poster2.jpg" alt="" width="517" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">Salão de exposição do congresso lotado de autores apresentando seus trabalhos e congressistas interessados em conversar sobre ciência.</p></div>
<p>Para finalizar, quero registrar os parabéns à comissão organizadora da SBBq pelo Simpósio em Educação, para mim o ponto alto do evento. Conversei com muita gente interessante sobre o assunto e consegui bastante material interessante que em breve estará disponível por aqui.</p>
<p>E não esqueçam dos nossos &#8220;marinheiros de primeira viagem&#8221;: vocês conhecerão esses personagens que estrearam nos congressos científicos nos próximos posts, aguardem!</p>
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		<title>Redescobrindo o DNA 3 &#8211; As regras de Chargaff</title>
		<link>http://www.ciensinando.com.br/2011/02/regras-de-chargaff/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 12:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como mencionei em textos anteriores, foram vários os cientistas que seguiram os passos de Friderich Miescher! Você não lembra quem é Miescher e ainda acha que Watson e Crick descobriram o DNA? Acesse no final desse post os primeiros textos da série &#8220;Redescobrindo o DNA&#8221; e conheça a verdadeira história sobre as pesquisas com essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como mencionei em textos anteriores, foram vários os cientistas que seguiram os passos de Friderich Miescher! Você não lembra quem é Miescher e ainda acha que Watson e Crick descobriram o DNA?</p>
<p><strong>Acesse no final desse post os primeiros textos da série<em> &#8220;Redescobrindo o DNA&#8221; </em>e conheça a verdadeira história sobre as pesquisas com essa importante molécula!</strong></p>
<p>Nas décadas seguintes à descoberta da <em>nucleína</em> de Miescher vários cientistas concentraram esforços em uma série de pesquisas que revelaram detalhes sobre a molécula de DNA. Alguns dos importantes resultados foram a determinação de seus componentes primários (os nucleotídeos)  e o modo como essas unidades juntavam-se entre si na formação da molécula. Sem as contribuições de todos esses pioneiros, Watson e Crick não teriam as fundações científicas que possibilitaram a eles elaborar os modelos teóricos sobre a estrutura tridimensional do DNA e talvez nunca alcançassem seus objetivos.</p>
<div id="attachment_1480" class="wp-caption alignright" style="width: 162px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Chargaff.jpg"><img class="size-full wp-image-1480" title="Chargaff" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Chargaff.jpg" alt="" width="152" height="188" /></a><p class="wp-caption-text">Erwin Chargaff (1905-2002) em foto de galã.</p></div>
<p>O personagem de hoje foi um dos pesquisadores que expandiram o trabalho de Levene (apresentado na 1ª parte da série &#8220;Redescobrindo o DNA&#8221;) ao descobrir mais detalhes sobre a estrutura do DNA, abrindo caminho para Watson e Crick. Ele é Erwin Chargaff, um bioquímico austríaco que teve a seu favor ter sido um dos primeiros a perceber a importância do trabalho publicado pelo grupo de pesquisas de Oswald Avery em 1944 (discutido na 2ª parte da série &#8220;Redescobrindo o DNA&#8221;).</p>
<p>Ao ler o trabalho em que Avery e seus colaboradores demontraram que as unidades hereditárias (os genes) eram compostos de DNA, ficou profundamente interessado no assunto. Esse trabalho teve um impacto tão profundo em Chargaff  que o inspirou a lançar um programa de pesquisas focado exclusivamente na química de ácidos nucléicos. Ele escreveu sobre o trabalho de Avery:</p>
<blockquote><p>“Essa descoberta, quase abruptamente, apareceu para pressagiar a química da hereditariedade e, além disso, fez provável o caráter de ácido nucléico do gene&#8230; Avery nos deu o primeiro texto de uma nova linguagem ou pelo menos nos mostrou onde procurá-la. Eu resolvi buscar esse texto.”</p></blockquote>
<p><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Chargaffs_Rule.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1485" title="Chargaffs_Rule" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Chargaffs_Rule.jpg" alt="" width="249" height="147" /></a>Para entender melhor o DNA como material hereditário, um dos primeiros passos em suas pesquisas foi investigar se havia diferenças entre o DNA de diferentes espécies. A partir desses estudos ele chegou a duas conclusões principais:</p>
<ol>
<li>Que a composição de nucleotídeos do DNA varia entre as espécies, isto é, os mesmos nucleotídeos não se repetiam na mesma ordem como proposto por Levene em suas pesquisas.</li>
<li>Que quase todo o DNA, independentemente de qual organismo ou tecido tenha sido extraído, mantém algumas propriedades mesmo que sua composição seja variável. Em particular, ele demonstrou que a quantidade do nucleotídeo adenina (A) é sempre similar à quantidade do nucleotídeo timina (T), enquanto a quantidade de citosina (C) é similar à de guanina (G).</li>
</ol>
<p>Em outras palavras, Chargaff descobriu que o total de purinas (A+G) e o total de pirimidinas (C+T) eram geralmente iguais. Essas observações ficaram conhecidas como as “Regras de Chargaff” e são resumidas no quadrinho abaixo:</p>
<p><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/02/CG_Chargaff.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1479" title="CG_Chargaff" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2011/02/CG_Chargaff.png" alt="" width="450" height="330" /></a></p>
<p>A pesquisa de Chargaff foi vital para o trabalho de Watson e Crick. Foram as relações entre as bases nitrogenadas descobertas por ele que deram a Watson a ideia do pareamento dos nucleotídeos que constituem uma molécula de DNA em uma dupla-hélice.</p>
<p>Apesar disso, nem mesmo Chargaff imaginava qual poderia ser a explicação de seus achados e relações.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Referências e menções nesse post:</strong></span><br />
<a href="../2010/06/quem-descobriu-o-dna/" target="_blank">Quem descobriu o DNA? (Ciensinando)</a></p>
<p><a href="../2011/02/estrutura-do-dna" target="_blank">Redescobrindo o DNA 1 – Do que é feito o DNA? (Ciensinando)</a></p>
<p><a href="http://www.ciensinando.com.br/2011/02/dna-material-hereditario/" target="_blank">Redescobrindo o DNA 2 &#8211; O DNA é o material hereditário (Ciensinando)</a></p>
<p>Avery, O. T. <em>et al</em>. (1944) Studies on the chemical nature of the substance inducing transformation of pneumococcal types. <em>Journal of Experimental Medicine</em> <strong>79</strong>, 137–157</p>
<p>Chargaff, E. (1950) Chemical specificity of nucleic acids and mechanism of their enzymatic degradation. Experientia 6, 201–209</p>
<p>Pray, L. (2008) Discovery of DNA structure and function: Watson and Crick. Nature Education 1(1)</p>
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