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Ciência Musical, volume 1.

Ciência Musical, volume 1.

Usar música como apoio à aula não é novidade quando o assunto é Português, Inglês, Literatura ou mesmo História. Um exemplo simples é o estudo do período ditatorial brasileiro, em que é quase um pecado não usar a importância da MPB. Mas por que a mesma premissa não pode ser usada nas aulas de ciências?

"Dancem, cientistas, dancem!" (imagem: Getty Images)

Pensando nisso começo a série “Ciência Musical”, que trará dicas de músicas ou videoclipes que possam ser utilizados em sala de aula para trabalhar conceitos científicos. Nesse primeiro post vou relembrar a ótima ideia que a Dra. Talita Romanatto, uma grande amiga, teve para sua aula em um ciclo de palestras de biologia para alunos do ensino médio.

Com a aula “Obesidade e Diabetes Mellitus” iniciada pelo clipe da música “Right Here, Right Now“, do FatBoy Slim, ela ganhou a atenção dos alunos. Confiram o motivo no clipe abaixo:


Link para o YouTube: http://youtu.be/ub747pprmJ8

A visão esculachada de evolução das espécies e do ser humano ilustrada pelo artista caiu como uma luva para o assunto a ser discutido. Logo foram estabelecidos links entre o desenvolvimento humano, o sedentarismo decorrente da nossa capacidade de transformar o ambiente e dietas desequilibradas e ricas em gorduras e açúcar.

Daí para conversar sobre a obesidade causada por esse excesso de consumo como um dos fatores mais perigosos no desenvolvimento da diabetes mellitus (conhecida também como diabetes tipo 2) foi bastante fácil. Mais importante: a receptividade dos alunos foi ótima!

Tem uma experiência similar que aconteceu em sala de aula ou dica de música para a “Ciência Musical”? Compartilhe e deixe sua contribuição nos comentários!

PS: o ciclo de palestras mencionado no texto foi idealizado e organizado pelo professor Flávio Rodrigues Grassi, outro grande amigo que na época trabalhava na E.E. Myrthes Therezinha Assad Villela, em Barueri – SP. Já escrevi sobre esse evento no texto Derrubando Torres de Marfim – o RNAm vai à Escola!, vale conferir!

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Khan Academy – Uma visão da escola do século 21.

Khan Academy – Uma visão da escola do século 21.

O vídeo abaixo foi indicado pelo amigo e professor de Física Alexandre Castro Junqueira, que leciona na rede estadual de São Paulo.

Gravado em 2011, trás Salman Khan falando sobre a criação da Khan Academy, uma iniciativa incrível constituída por uma série de vídeos educacionais sobre matemática, biologia, química, física, humanidades e até sobre finanças.

 

Não vou ficar explicando muito sobre a iniciativa, afinal, ninguém melhor do que o Sr. Khan para falar sobre o assunto:

Inspirador, não? As ideias dele, os resultados alcançados até o momento e o efeito que a Khan Academy conseguiu em alguns professores constituem, para mim, um belo ensaio da verdadeira “escola do século 21″.

Conheçam melhor a Khan Academy e experimentem estudar de um modo inovador e super interessante acessando o site http://www.khanacademy.org/

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Discussão sobre o ensino de ciências do futuro.

Discussão sobre o ensino de ciências do futuro.

Post rápido para divulgar um evento interessante que ocorrerá dias 9 e 10 de Novembro em Campinas. Quem tiver disponibilidade deve aproveitar!

O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) confirmou dois encontros com profissionais da Science House que terão como tema o ensino de ciência do futuro. Para quem não conhece, a Science House é uma organização que apóia o desenvolvimento científico de diversas formas. Entre suas ações estão a realização de encontros entre esses diferentes profissionais, investimentos iniciais em empresas de alta tecnologia e, motivo desse texto, o financiamento de projetos que tenham como objetivo empolgar as crianças a respeito da ciência.

A programação é a seguinte:

  • 4ª-feira (09/11) das 14h às 16h30: Joshua Fouts abordará novos rumos da educação com a palestra “Novos Rumos da Educação em Ciência: Criando os times do futuro” (em português).
  • 5ª-feira (10/11) das 10h às 12h: Rita J. King apresentará experiências da instituição norte-americana na era da imaginação em “Science House in the Imagination Era” (em inglês).

O evento é aberto ao público e a inscrição é gratuita! Os interessados devem se inscrever pelo e-mail lnbiocomunica@abtlus.org.br

Infelizmente não poderei comparecer, mas o LNBio está de parabéns pela iniciativa! Quem sabe numa próxima oportunidade…

PS: a dica do evento chegou por e-mail pelo Rafael Soares, amigo e “CEO” do blog científico RNAm, do qual sou co-autor (conheça clicando AQUI).

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Botões, colheres e a química na história! (PRÉVIA)

Botões, colheres e a química na história! (PRÉVIA)

Chegou ao laboratório no dia 15/07/2011 (data de seu lançamento) o livro “A colher que desaparece”, gentilmente enviado pela Editora Zahar, que já está se tornando parceira desse blog! Por motivos médicos – fiquei de cama por causa de uma amidalite – só hoje o livro chegou às minhas mãos, e tenho curtido muito as surpresas que a Zahar tem me proporcionado (eles nunca avisam se vão mandar alguma coisa).

Dessa vez, no entanto, farei algo um pouco diferente da resenha. É óbvio que ainda não li o livro, mas estou terminando de ler “Os botões de Napoleão – as 17 moléculas que mudaram a história”, lançado em 2006 também pela Zahar, que comprei no começo desse ano.

Como os dois títulos têm aspirações semelhantes, ou seja, a divulgação científica com foco em química, a ideia é fazer uma análise comparativa dos livros, além das individuais. Vocês saberão o que cada livro tem de bom, o que poderia ser melhor, e a minha indicação para o caso de você precisar escolher um dos dois. Sem esquecermos, claro, que leitura nunca é demais e que o que publicarei será a minha opinião, uns concordarão, outros não.

Enquanto em “Os botões…” os autores descrevem a influência da química na história da humanidade a partir da análise de 17 grupos de moléculas, em “A colher…” o foco é mais amplo, pois trata desde a descoberta dos elementos químicos, da estrutura do átomo e das histórias mais interessantes sobre os elementos da Tabela Periódica.

Se quiser saber um pouco de cada livro antes de ler as resenhas, acesse o site da Editora Zahar em:

Os botões de Napoleão – as 17 moléculas que mudaram a história

A colher que desaparece – e outras histórias reais de loucura, amor e morte a partir dos elementos químicos

Você já leu algum dos livros? Compartilhe sua opinião e impressões nos comentários!

 

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Terminei de ler: “Guia Mangá de Biologia Molecular”.

Terminei de ler: “Guia Mangá de Biologia Molecular”.

No começo do ano peguei um exemplar de “O Guia Mangá de Biologia Molecular” da Novatec Editora e posso dizer que é um livro que cumpre metade do prometido:

“Se você precisa de uma revisão em biologia molecular ou simplesmente é fascinado pela ciência da vida, o Guia oferece uma introdução muito divertida e informativa.”

O livro revisa de modo bem simplificado os temas clássicos da Biologia Molecular contando a história de Ami e Rin, duas estudantes de faculdade completamente desinteressadas em Biologia. Após matarem as aulas da matéria durante o semestre elas são “convidadas” – a não ser que prefiram reprovar – a fazer um curso de recuperação no laboratório do seu professor, o Dr. Moro.

Como é uma história em quadrinhos, é claro que esse laboratório fica em uma ilha particular. Entendo o apelo desse tipo de cenário mas nunca vou conseguir me livrar do coquetel “cientista-ilha deserta/particular/Dr. Moreau”.

Aliás, se eu não conhecesse a história do livro, acharia que Dr. Moro fosse uma referência explícita ao Dr. Moreau, personagem do livro “A Ilha do Dr. Moreau”, um romance de ficção científica escrito no final do século 19 por H.G. Wells. Também existe um filme de 1996 com o grande – e na época ele já estava grande mesmo – Marlon Brando na pele do “cientista maluco” (estereótipo que desperta o ódio deste que vos escreve) que conduz várias experiências com engenharia genética (o conteúdo dos experimentos foi atualizado em termos de tecnologia para não ficar muito mais ridículo do que o resultado final). Imaginem o filme pelas imagens abaixo e terão uma ideia do resultado final…

Marlon Brando "traindo o movimento": momentos "concentração ao microscópio" (esq.), "quero ser Mumm-ha" (centro) e "chazinho vovó" (dir.). Um filme de qualidade ímpar, realmente.

Voltando ao Guia, Ami e Rin estudam e aprendem sobre a Biologia Molecular com o auxílio de um ambiente de realidade virtual que cuida dos eventuais “problemas de abstração” que existem quando se estuda/trabalha com moléculas invisíveis a olho nu. Imagine a emoção, após 2 semanas de trabalho, ao ver um micro tubo de reação com o seu querido DNA/RNA/proteína/carboidrato e descobrir que se algum engraçadinho trocá-lo por um tubo com água pura você só vai descobrir quando tudo o que fizer dali para frente der errado. Trabalhar com moléculas requer um pouco de fé no que você está fazendo e nas técnicas que usa, só assim para acreditar que as coisas estão dando certo.

Pensando nisso, o autor do livro criou um potente simulador de realidade virtual que faz com que as estudantes “enxerguem” as reações e moléculas que o Dr. Moro – ou seu assistente bonitão – esteja ensinando em determinado momento. Confesso que isso seria uma mão na roda gigante para professores de Biologia. Principalmente os que não sabem desenhar nem uma joaninha direito, como é o meu caso.

Outro ponto a favor é o formato. O mangá é objeto de lazer de vários estudantes atuais e possui muitos adeptos no Brasil. Escrever um livro didático mescle a linguagem dos quadrinhos com diálogos teóricos e momentos de texto normal destinado a aprofundar pontos importantes foi uma grande ideia, e por isso o autor está de parabéns! Uma amostra desses dois momentos do livro pode ser vista abaixo:

Dois exemplos da linguagem encontrada no Guia: quadrinhos e explicações detalhadas.

Finalmente, no começo escrevi que o livro cumpre parte do prometido pela editora. Isso vem do fato de o conteúdo ser simplificado demais mesmo para uma revisão, como é sugerido, o que acaba fazendo par com o próximo problema que encontrei: o direcionamento do livro.

Não entendi muito bem qual é o seu público-alvo. Eu gostaria muito que esse livro fosse indicado para estudantes de ensino médio, em que seria sim aliado em revisões. No entanto, o fato de as personagens estarem na faculdade foi confuso para mim, pois o conteúdo tem pouco apelo para quem curse Biologia ou algum curso da área de Biológicas ou Saúde em nível superior.

De qualquer modo, a leitura é ótima, os conceitos estão bem explicados e resumidos e a história, como qualquer mangá, é repleta daquele carrossel emocional e termina com uma reviravolta impressionante (juro que não esperava) que, apesar de forçada em termos técnicos, me cativou!

Quer outra opinião? Leia a resenha publicada pelo amigo e parceiro de blogs Igor Santos no 42. Acessem “Resenha: Guia Mangá de Biologia Molecular” e divirta-se com os comentários sobre o estilo mangá!

As imagens do livro foram retiradas do capítulo de exemplo disponibilizado no site da Novatec Editora em http://novatec.com.br/livros/mangabiologia/

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