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Petrobras, MudaMundo e cidadania em sala de aula.

Petrobras, MudaMundo e cidadania em sala de aula.

Dica legal para quem está na região de São José dos Campos (SP): entre os dias 9 e 13 de abril, professores e alunos das escolas da rede pública de São José poderão participar do projeto MudaMundo, uma iniciativa da Refinaria Henrique Lage (Revap), Unidade Operacional da Petrobras no Vale do Paraíba que pretende realizar um trabalho junto aos professores e alunos de escolas públicas, localizadas no entorno da refinaria, com o objetivo de discutir a importância de propagar conceitos éticos e de cidadania em sala de aula.

As oficinas pretendem mostrar como os educadores do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental podem despertar o sentimento de cidadania e ética em seus alunos e, assim, eles possam contribuir para a construção de um mundo mais harmônico.

Em 2012, a novidade do projeto é o módulo 2 da Oficina de Sensibilização para os professores. No total, serão realizadas oito oficinas. O novo módulo propõe pensar o cenário brasileiro como um momento de oportunidade para se tornarem agentes na mudança do país e contará com depoimentos de convidados que relatarão suas experiências.

Com dez apresentações de teatro programada para as crianças do Ensino Fundamental, a peça infantil será baseada na história do personagem João, menino pobre que pretende mudar o mundo resgatando valores em casa, na escola, no bairro, e incentivando o respeito ao patrimônio público e ao meio ambiente.

O projeto MudaMundo conta com o apoio do Sesi, Sesc, Senac e Rede Social de São José dos Campos e produção da Signi Estratégias para Sustentabilidade. Em dois anos, cerca de 3.990 crianças participaram das atividades do MundaMundo, nesse período, foram doados mais de 6 mil livros para as escolas participantes.

Quem quiser buscar mais informações ou se inscrever no evento pode fazê-lo pelo e-mail comunidade.sjc@signi.com.br ou telefones (12) 3307-2707 / 3307-6773. Conheçam também o o site do MudaMundo pelo o link http://www.mudamundo.com.br/index.php.

Vou aproveitar o post para fazer outra indicação relacionada a temas como cidadania e a busca de uma vida melhor: o texto “Gentileza gera Gentileza?“, de Sônia Rodrigues (do Blog Inclusão Digital). Não deixem de ler e aproveitem para postar suas impressões nos comentários!

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Discussão sobre o ensino de ciências do futuro.

Discussão sobre o ensino de ciências do futuro.

Post rápido para divulgar um evento interessante que ocorrerá dias 9 e 10 de Novembro em Campinas. Quem tiver disponibilidade deve aproveitar!

O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) confirmou dois encontros com profissionais da Science House que terão como tema o ensino de ciência do futuro. Para quem não conhece, a Science House é uma organização que apóia o desenvolvimento científico de diversas formas. Entre suas ações estão a realização de encontros entre esses diferentes profissionais, investimentos iniciais em empresas de alta tecnologia e, motivo desse texto, o financiamento de projetos que tenham como objetivo empolgar as crianças a respeito da ciência.

A programação é a seguinte:

  • 4ª-feira (09/11) das 14h às 16h30: Joshua Fouts abordará novos rumos da educação com a palestra “Novos Rumos da Educação em Ciência: Criando os times do futuro” (em português).
  • 5ª-feira (10/11) das 10h às 12h: Rita J. King apresentará experiências da instituição norte-americana na era da imaginação em “Science House in the Imagination Era” (em inglês).

O evento é aberto ao público e a inscrição é gratuita! Os interessados devem se inscrever pelo e-mail lnbiocomunica@abtlus.org.br

Infelizmente não poderei comparecer, mas o LNBio está de parabéns pela iniciativa! Quem sabe numa próxima oportunidade…

PS: a dica do evento chegou por e-mail pelo Rafael Soares, amigo e “CEO” do blog científico RNAm, do qual sou co-autor (conheça clicando AQUI).

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Sobre o “Simpósio em Educação” da SBBq 2011 e os pontos-chave do ensino de ciências.

Sobre o “Simpósio em Educação” da SBBq 2011 e os pontos-chave do ensino de ciências.

Como vocês sabem, estive na 40ª Reunião da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular.

Hoje compartilho a excelente discussão que aconteceu no Simpósio em Educação, para mim o ponto alto da SBBq 2011!

O Simpósio foi presidido pelo Prof. Dr. Jorge Guimarães, atual presidente da CAPES. Ele apontou que desde 2008 a CAPES atua na Educação Básica e destacou a criação do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (o PIBID, que será comentado num outro post), que conta com 30 mil bolsistas. O Prof. Jorge comentou que “a pós-graduação será salva pela educação básica” e que “a pós-graduação passou por um processo de seleção ‘darwiniano’, aproveitando os melhores alunos de iniciação científica, graduação etc.”. Pelo que entendi essa declaração está relacionada ao pouco apelo que as carreiras em ciência e em docência têm atualmente, como os demais participantes comentaram em seguida.

O Prof. Giuseppe Pelegrini, da Universidade de Padova (Itália), falou em nome da iniciativa Observa – Science in Society, um centro de pesquisas focado na interação entre ciência, tecnologia e sociedade. Com o objetivo de estimular o diálogo entre pesquisadores, políticos e cidadãos, dentre suas atividades está auxiliar o projeto ROSE – The Relevance of Science Education (“Relevância sobre a Educação em Ciências”), que constitui uma rede de 42 países. Reservei um post para detalhar essas informações, mas os próximos parágrafos resumem alguns pontos de destaque.

Os estudantes sabem da importância de se estudar ciência, mas têm pouco interesse nos tópicos abordados. A maior curiosidade está relacionada às doenças (tratamento e prevenção), substâncias perigosas, astronomia e energias alternativas. Já a carreira científica não é atrativa para a maioria dos estudantes dos países da rede, que afirmaram preferir trabalhos que envolvam criatividade, independência, tempo para si, fama e sucesso.

A maioria dos entrevistados acredita nos benefícios da ciência e 50% que a mesma ajuda a desenvolver nações. No entanto, muitos acreditam que os benefícios que a ciência pode proporcionar não são maiores do que os efeitos adversos que podem surgir de seu desenvolvimento.

Quando perguntados sobre as pessoas-chave na escolha de uma carreira científica, responderam: bons professores, mãe/madrastas, pai/padrastos, orientadores vocacionais, irmãos ou parentes. Quando a questão foi sobre os fatores-chave que levariam a essa escolha: laboratórios nas escolas; escola secundária direcionada (técnica, vocacional etc.) e, novamente, bons professores.

Considerando esses achados não há discussão sobre o papel fundamental do professor no relacionamento dos estudantes tanto com as matérias de ciências como com a propensão dos alunos a seguirem uma carreira científica!

O segundo convidado foi o Prof. Justin Dillon, do King´s College of London (Inglaterra), que falou sobre o projeto Science Education: Interest, image and identity (Educação Científica: interesse, imagem e identidade). Ele reconheceu que existe “um problema mundial na educação, pois os alunos têm pouco interesse nas aulas de ciências devido à educação científica não evoluir ao longo do tempo”, e que a minoria dos alunos prefere as ciências em relação às outras matérias. Um ponto importante é o que países menos desenvolvidos têm alunos mais interessados na área científica, fato que o Prof. Dillon relacionou a os alunos perceberem a carreira em ciência como uma maneira de melhorar sua situação econômica e social.

Outro comentário interessante foi: “Somos muito bons em selecionar estudantes que não gostam de ciência, mas são muito bons na mesma! Onde estão os alunos interessados?”. Ele relacionou a mesma ao depoimento de um aluno:

“Quando tinha 13 anos comecei a aprender sobre moléculas e átomos e achei aquilo demais, tanto que cheguei em casa e logo fui contar à minha mãe! Mas daí no ano seguinte continuei aprendendo a mesma coisa, e depois a mesma coisa, e a mesma coisa… isso é tão repetitivo!”

Em seguida o Dillon comentou o relatório “Europe needs more scientists” (A Europa precisa de mais cientistas, de 2004), e que “deveríamos providenciar a educação científica não para formar novos cientistas, mas porque toda criança precisa ter na ciência algo familiar”. Após mostrar dados relatando que 28% dos alunos já pensam em se tornar cientista ou em carreiras científicas aos 11 anos, afirmou que os países europeus devem se certificar que os professores tenham a melhor formação possível e que a abordagem científica seja feita logo nos primeiros anos de estudo, com foco em acontecimentos naturais e foco prático.

Mais uma vez foram mostrados dados que afirmavam: os professores são as pessoas mais importantes em motivas os alunos a seguirem carreiras científicas! Segundo ele, o ideal é tornar a educação científica algo relacionado às respostas emocionais, abrindo o leque “testar, predizer, argumentar, experimentar”. Segundo ele, a diferença de foco de museus (o engajamento dos visitantes) e de escolas (transmitir o conteúdo) pode ser a explicação para o sucesso dos primeiros.

Quem encerrou as apresentações foi o Prof. Dr. Nélio Bizzo, da Faculdade de Educação da USP, com “Os jovens e a ciência – resultados preliminares do projeto ROSE – Brasil”. Os resultados de um estudo piloto comparando a percepção de aproximadamente 600 alunos das cidades de São Caetano do Sul (que possui alto IDH, é metropolitana e tem foco nos setores de serviços e industrial) e de Tangará da Serra (que apresenta problemas ambientais e constitui um pólo agroindustrial).

Tangará demonstrou mais interessados em empregos na área científica e alta tecnologia, ao contrário do que foi observado para os alunos de São Caetano do Sul. Foi uma repetição do padrão comentado pelo professor Pellegrini: a região menos desenvolvida teve mais alunos interessados em Ciências.

Outro fato curioso foi a melhor aderência ao projeto em centros pouco desenvolvidos. Parece ser comum acontecerem problemas em grandes centros urbanos, será que locais mais desenvolvidos têm tantas “preocupações” que não conseguem participar dessas iniciativas? Num estudo exploratório em duas escolas de SP houve desconforto da comunidade escolar com a aplicação do questionário. Professores sentiram-se pressionados em relação ao desempenho de seus alunos, enquanto os alunos acharam desestimulante a atividade não ser revertida em avaliações na escola (notas, ranking da escola etc.). Minha observação é de que tais observações apontam a nossa falta de cultura em relação à importância desses testes para diagnosticar problemas e melhorar as condições de ensino.

Ao abordar a questão “Quero ser um cientista”, o Prof. Bizzo mostrou-se surpreso e preocupado com a grande rejeição em todas as regiões do Brasil. Pensei que poderia haver um problema com a pergunta feita, pois acredito que perguntar sobre uma profissão específica traga resultados geralmente baixos. Comentei esse fato com o Prof. Dr. Bayardo Baptista Torres, de quem fui aluno de Bioquímica e que estava sentado ao meu lado: “qual seria o resultado de uma pergunta como ‘quero ser arquiteto, bancário, farmacêutico etc.’?”

O Prof. Bayardo concordou que o resultado “ruim” poderia ser uma diluição natural da aceitação de uma profissão, mas ressaltou que de qualquer modo a carreira científica não é percebida como atrativa pelas pessoas em geral. Para o Prof. Jorge Guimarães “a explicação de os estudantes não quererem ser cientistas está relacionada à má qualidade dos professores da educação básica”!

Ou melhoramos o ensino, ou as salas de aula de cursos científicos ficarão assim...

Minha opinião é que todos têm razão: são necessários grandes esforços para tornar da Ciência algo palatável, presente e “comum” para os cidadãos interessados ou não no tema. Algo que foi ao mesmo tempo preocupante e trouxe um pouco de alívio foi descobrir que esse é um problema mundial, e todos estão pensando em maneiras de resolvê-lo.

Espero ter muitos casos de sucesso para relatar por aqui!

O primeiro relato dessa viagem está em “Congressos científicos: o que são e por que são importantes?” Confiram também uma entrevista em “Confissões de uma estreante em congressos científicos”.

ps: peço desculpas pelo texto gigante, mas pensei que dividi-lo em partes seria pior e mais confuso.

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Confissões de uma estreante em congressos científicos.

Confissões de uma estreante em congressos científicos.

Comentei no primeiro post sobre congressos científicos e a SBBq 2011 que havia conseguido conversar com participantes que estreavam nesse tipo de evento. A ideia era saber desses alunos suas expectativas, receios e impressões sobre essas reuniões.

Uma dessas pessoas é a carioca Julia Miranda, de 19 anos, aluna do terceiro período do curso de Ciências Biológicas (ênfase em Biotecnologia) do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Ela não só participou de um congresso pela primeira vez como apresentou parte do seu trabalho de Iniciação Científica (IC) em Bioinformática e, para fechar sua estréia com chave de ouro, teve seu trabalho na lista de premiados com o “SBBq Awards” em sua área!

A aluna de graduação Julia Miranda e seu poster: vencedores do SBBq Awards 2011.

Sem dúvida uma bela primeira participação, não? Conheçam um pouco mais dela e de suas impressões sobre a reunião conferindo o nosso papo que transcrevi para o blog:

Como essa foi a sua primeira participação em congressos, quais eram as suas expectativas em relação ao evento, o que mais te agradou e do que menos gostou?
Eu realmente me surpreendi bastante com o congresso, foi mais proveitoso do que eu esperava. Achei que ia ficar totalmente perdida, fora dos assuntos por estar no inicio da faculdade ainda. Na verdade dava pra ter uma boa noção do que falavam nas palestras, principalmente quando a pessoa sabia se expressar bem. O que mais me deixou feliz foi ter participado e ganhado o ‘SBBq Awards’ na minha área. Nossa, eu não estava esperando mesmo, quando falaram meu nome até exitei em ir lá receber o trofeuzinho. Achei que essas premiações que eles fizeram são um grande incentivo pra quem está começando. E a minha grande decepção do congresso foi o inglês sofrível de alguns palestrantes. Bem constrangedor na verdade. Fora isso minhas expectativas foram bem atendidas e achei que o congresso foi um tipo de animador pra mim. Ver que tem gente fazendo o que você gosta e conhecer pessoas interessantes.

Foi a primeira vez que você apresentou seus dados da iniciação científica para avaliação? O que achou da experiência?
Como eu disse, me surpreendi demais. Nunca ia imaginar ganhar prêmio de cara. Claro que me dediquei pra fazer o poster da melhor forma que eu podia, mas não esperava tanto. Mas mesmo que não tivesse ganhado nada, a experiência foi bem interessante. Algumas pessoas foram até meu poster e fizeram perguntas bem legais e pareceram interessadas. É bem gratificante ver que alguém foi ver o seu trabalho e está disposto a conversar sobre o assunto.

Exposição de trabalhos na SBBq 2011. Não faltam concorrentes aos prêmios em cada categoria!

Há quanto tempo você participa da Iniciação Científica e como começou essa história?
Eu estou há uns 8 meses na IC. Bem, comecei lá mais pra experimentar mesmo. É claro que já imaginava um pouco de como seria, mas só na prática mesmo pra saber como as coisas são. Estou gostando porque é diferente fazer um trabalho de faculdade e um trabalho de um projeto que engloba outras pessoas, é mais responsabilidade. Além de saber que o que eu faço pode ser aplicado de verdade.

Você acha que o congresso contribui para a sua pesquisa e a sua graduação?
Sim, com certeza. Fora o fator impulsionador, havia palestras e pessoas falando sobre assuntos do meu interesse. O conteúdo em si das palestras foi um pouco dificil de pegar porque ainda estou no terceiro período da faculdade. Mas vi muita coisa que aprendi nesse tempo e isso também foi ótimo. Ver meu aprendizado sendo falado no trabalho de outras pessoas. Além disso, eu tenho tanto interesse em bioinformática quanto em neurociência. Um congresso grande como esse abordou ambos os assuntos, também gostei bastante disso.

Passado o evento, você considera importante participar de congressos?
Considero sim. Achei que foi uma forma de se manter atualizado, ver o que outras pessoas estão fazendo na sua área e de conhecer pessoas que gostam do mesmo que você. Bem, pelo menos pra mim que sou de bioinformática, que é uma área recente, achei bem útil. Mesmo porque, por mais que você fique boiando durante a palestra, dá pra pegar o nome do autor e dar uma lida no trabalho dele depois. E como eu disse, ver que tem outras pessoas interessadas no mesmo que você é bem legal. Na minha opinião esse tipo de congresso é importante também pra fazer as pessoas interagirem e trocarem, ninguem pode viver isolado né. E pra quem está começando é importante saber como as coisas funcionam e praticar. No final das contas foi bem legal participar, fora a chance de seu trabalho ser reconhecido com um prêmio por mais simples que seja.

A opinião da Julia reflete a de muitos “veteranos” em congressos: o grande ponto positivo dessas reuniões é o contato com pesquisadores e interessados em diferentes áreas científicas. Conversar sobre os problemas em laboratório, dificuldades e soluções encontradas em projetos e compartilhar resultados preliminares são atividades essenciais nesse tipo de evento.

Reparem também que ela ressaltou a importância do Inglês: como muitos eventos que acontecem no Brasil são organizados como internacionais (mesmo que a imensa maioria dos participantes seja de brasileiros), a língua inglesa, fundamental para quem trabalha com ciência, é um ponto-chave. Professores e alunos devem prestar atenção a esse ponto e se dedicar ao máximo para entender o idioma.

Minha ótima conversa com a Julia não parou por aqui, também falamos bastante sobre Educação num papo que tratou do Ensino Fundamental à Universidade. O final dessa entrevista vocês receberão depois que eu escrever sobre o Simpósio em Educação que aconteceu no congresso e rendeu ótimo material!

Não percam os próximos textos gerados na SBBq 2011, vem mais coisa boa por aí!

Para terminar: quer compartilhar suas primeiras impressões sobre esses eventos ou comentar outro ponto da conversa? O espaço de comentários é todo seu!

ps: quero ver quem pega a referência no título do post!

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Congressos científicos: o que são e por que são importantes?

Congressos científicos: o que são e por que são importantes?

Antes de viajar comentei que aproveitaria a ocasião para escrever sobre congressos científicos, sua finalidade e importância. Também registrei que procuraria alunos que estivessem participando desse tipo de evento pela primeira vez para uma conversa sobre a experiência (link anterior AQUI). Este post é a primeira parte do material produzido durante a viagem, espero que gostem!

Essa semana participei da 40ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq), que aconteceu em Foz do Iguaçu – PR. A Sociedade, fundada em 1967 para organizar encontros em que os pesquisadores pudessem trocar experiências e transmitir seus resultados, é atualmente um dos eventos mais tradicionais da comunidade científica brasileira.

Sobre congressos científicos e sua importância
Os congressos são reuniões técnicas ou científicas que envolvem profissionais, professores e estudantes de uma determinada área de conhecimento. Normalmente são eventos organizados pela Sociedade da área em questão (como a Sociedade Brasileira de Genética ou a Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular) e têm em sua programação conferências com especialistas, palestras, mesas-redondas sobre temas de destaque e apresentação de trabalhos técnicos/científicos desenvolvidos pelos participantes.

Minha participação na apresentação de trabalhos.

Na SBBq 2011 a programação científica foi dividida em:

  • Conferências: um convidado importante do evento (geralmente um pesquisador de destaque em sua área) discorre sobre sua linha de pesquisa ou achados recentes.
  • Simpósios: três ou quatro convidados ministram palestras curtas sobre um tema geral, o que sempre gera discussões boas e acesso a especialistas de difícil contato (pode-se conversar de uma vez com especialistas de outros estados ou do exterior).
  • Apresentações de trabalhos: exposições dos trabalhos desenvolvidos pelos congressistas em que os autores são avaliados pela comissão e/ou explicam e respondem questões sobre seus resultados a outros congressistas interessados.

Participar de congressos é importante pelo contato com outros pesquisadores e pela possibilidade de se discutir trabalhos relacionados (ou concorrentes), colaborações ou assuntos que despertem nosso interesse.

Uma dica: a participação não é restrita a pesquisadores ou acadêmicos, professores e alunos que tenham interesse e curiosidade podem aproveitar a programação. Eu mesmo participei de um simpósio quando estava no 1º ou 2º ano do Ensino Médio (a memória falhou aqui): soube de um simpósio sobre a biologia de tubarões que aconteceria em minha cidade, me inscrevi e fui assistir às palestras. Foi muito bom, mesmo sem ter muita base teórica.

Portanto, congressos não muito específicos são uma alternativa de reciclagem e atualização para professores interessados. Alunos também podem aproveitar, geralmente essas reuniões possuem um ambiente legal de aprendizado e discussão que pode motivar muita gente!

Salão de exposição do congresso lotado de autores apresentando seus trabalhos e congressistas interessados em conversar sobre ciência.

Para finalizar, quero registrar os parabéns à comissão organizadora da SBBq pelo Simpósio em Educação, para mim o ponto alto do evento. Conversei com muita gente interessante sobre o assunto e consegui bastante material interessante que em breve estará disponível por aqui.

E não esqueçam dos nossos “marinheiros de primeira viagem”: vocês conhecerão esses personagens que estrearam nos congressos científicos nos próximos posts, aguardem!

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