Posts Tagged "método científico"

“O encontro da ciência, da educação e da internet”

“O encontro da ciência, da educação e da internet”

É com muito orgulho que indico o artigo “O encontro da ciência, da educação e da internet.” publicado no site do Sindicato dos Professores de São Paulo, o Sinpro-SP.

O texto elaborado pelos repórteres Elisa Marconi e Francisco Bicudo foi resultado de pouco mais de meia hora de uma ótima conversa sobre como a melhoria na educação científica das pessoas leva, finalmente, à formação de melhores cidadãos.

O link do artigo está no final deste post, espero que gostem!

Especial do Sinpro-SP sobre o Ciensinando!

Leia a entrevista na íntegra acessando o site do Sinpro-SP!

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Assistindo a História da Ciência Ocidental

Assistindo a História da Ciência Ocidental

Quando lemos algo sobre Ciência pensamos em hipóteses, na aplicação do método científico e na capacidade de se pensar criticamente para analisar os resultados obtidos em experimentos, correto?

Mas a Ciência sempre foi assim? Quando tomou a forma que conhecemos? Desde quando existe o método científico, por exemplo?

Alhazen (965-104

A resposta para essas perguntas varia de acordo com a cultura considerada. Existem documentos do Antigo Egito com mais de 3 mil anos que descrevem métodos matemáticos e médicos, por exemplo.

Roger Bacon (1214-1294)

René Descartes (1596-1650)

O desenvolvimento do raciocínio dedutivo por Platão na Grécia também é um importante passo em direção ao método, mas foram pensadores islâmicos como Alhazen (que fez grandes contribuições para a Óptica) que introduziram o uso da experimentação e quantificação para distinguir entre hipóteses científicas e inspiraram pessoas como Roger Bacon (século 13), considerado um dos “pais” do Método Científico. Já nos séculos 17 e 18 gente como Francis Bacon e René Descartes terminaram de definir grande parte da Ciência atual.

Quer uma introdução rápida no assunto?

O filme Luz, Trevas e o Método Científico mostra a história da ciência ocidental, sendo uma boa referência para quem se interessar sobre História da Ciência e quiser um panorama geral de forma rápida (o filme tem aproximadamente 1 hora e pode ser acessado em partes).

Veja aqui a primeira parte do filme e acesse os links para ver o resto no YouTube:

Luz, Trevas e o Método Científico -  Parte 2 / Parte 3 / Parte 4 / Parte 5 / Parte 6 / Parte 7

O filme foi produzido pelo Projeto Ciência e Arte do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, acessem e vejam outros vídeos disponíveis!

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Muita teoria e pouca prática? Pense de novo!

Muita teoria e pouca prática? Pense de novo!

Afinal, quando existe uma teoria em Ciências? A resposta mais correta é: depende. Ao contrário do que se pensa, estabelecer uma teoria científica não é fácil.

O problema nesse caso é similar ao conceito de Pensamento Crítico: as palavras possuem significados diferentes na linguagem comum e na científica. No dia-a-dia a palavra teoria pode ser usada para representar uma suposição, ou seja, algo especulativo e sem demonstração experimental. Já para as Ciências experimentais como química e biologia afirmações ou opinião feitos sem experimentos que obedeçam às normas do Método Científico são chamados de hipóteses!

Watson e Holmes formulando HIPÓTESES!

O filme de Sherlock Holmes lançado em 2009 pelo ótimo Guy Ritchie contém um diálogo  que serve como exemplo de como deve funcionar a produção científica (tradução livre).

Enquanto andam pelas ruas, Dr. Watson, o parceiro de Holmes, conversa com o famoso detetive sobre alguns acontecimentos bizarros que havia presenciado durante sua participação na guerra:

Watson:
- Sabe, presenciei coisas na guerra que não pude explicar. Uma vez ouvi um homem prever acertadamente sua morte do número de balas ao local dos buracos de bala que o mataram. Você tem que admitir que uma explicação sobrenatural é possível ao menos em teoria.

Holmes então responde:
- Nunca teorize antes de ter dados. Invariavelmente você terminará distorcendo fatos para se encaixarem à teoria, ao invés de fazer com que as teorias sirvam aos fatos.

Uma hipótese é o ponto de partida para as teorias científicas e precisa de comprovações experimentais constantes que obedeçam ao Método Científico.

As hipóteses são perguntas ou suposições que orientam uma investigação com o objetivo de explicar um fato e prever suas consequências. Já as teorias são afirmações que sobrevivem ao tempo com apoio de uma grande quantidade de evidências, sendo considerada “provada” no meio científico.

Uma hipótese é analisada diversas vezes para ser considerada uma teoria.

O problema: como fora deste contexto teoria e hipótese podem assumir significado semelhante, linhas de pensamento não científicas podem usar uma linguagem aparentemente científica. Assim nascem as chamadas pseudociências.

Mais importante: a diferença entre uma hipótese e uma teoria científicas mostra que o conhecimento não é estático e inabalável. As teorias são sustentadas por testes que verificam sua validade, mas este cenário pode mudar se houver uma hipótese científica alternativa.

Se os testes determinarem que a hipótese alternativa aponta falhas na teoria vigente, começa a busca por uma teoria revisada e melhorada.

Assim caminha a Ciência.

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“Método o quê?”

“Método o quê?”

Imagine a seguinte situação: o despertador toca, você levanta sonolento e descobre que o telefone celular está desligado… para piorar, não liga quando você aperta o botão.

Como você estava dormindo, imagina que a bateria descarrou durante a noite e tenta recarregá-la. Depois de alguns minutos na tomada, você percebe que o aparelho insiste em não ligar, então pensa:

“Hum, se eu tivesse outra bateria poderia testá-la no celular, aí saberia se o defeito está na anterior ou no próprio telefone!”

O pensamento acima parece óbvio e qualquer pessoa teria essa ideia se estivesse na mesma situação. Porém, a parte legal é que esse raciocínio demonstra uma aplicação direta do Método Científico!

“Peraí, método o quê?!”

Lembram que a Ciência é o esforço de descobrir e aumentar nossa compreensão de como a realidade funciona? (Não? Não se desespere, clique AQUI e recorde-se!)

Os cientistas realizam experimentos em que buscam informações sobre a natureza, mas não experimentos feitos de qualquer maneira.

Para a Ciência ser válida, eles precisam seguir algumas regrinhas, um método que serve como guia e possibilita que os resultados de alguém no Japão sejam comparados com os resultados de cientistas do resto do mundo (seus “pares”), por exemplo.

Assim, a definição de método científico tem como base a formulação de hipóteses (“o celular desligou por falta de bateria”) testadas por experimentos (como tentar recarregar a bateria ou usar uma diferente para verificar se não havia defeito).

No entanto, esse ato gera uma dúvida: quantas vezes uma hipótese precisará ser testada para se mostrar correta?

Pode parecer estranho, mas uma hipótese só é científica se for falseável, quer dizer, se por algum experimento for possível provar sua falsidade. Porque ao invés da Ciência ser sustentada por observações que reforçam uma teoria, ela procura observações que comprovam sua falsificação.

Desse modo, quanto mais uma teoria sobrevive a esta busca, maior a confiança que seja verdadeira. Vale lembrar que não existem teorias comprovadas, apenas teorias que ainda não foram derrubadas. E isso está longe de ser um problema, pois é quando uma teoria é provada errada que a Ciência mais avança.

Ciência só depois de muita observação e experimentação!

Para relembrar e terminar o texto de hoje, a palavra método vem do grego μέθοδος (méthodos) e significa “caminho para chegar a um fim”, ou seja, aplicar o método científico nada mais é do que definir um conjunto de regras básicas para desenvolver experiências que verifiquem nossas dúvidas.

Ora, fazemos isso muitas vezes em nosso dia-a-dia sem perceber, como descrevi no início desse texto… fácil né?

Para saber mais: as páginas sobre Método Científico do How Stuff Works, Wikipedia e Projeto Ockam são de grande ajuda, confira!

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