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Assistindo a História da Ciência Ocidental

Assistindo a História da Ciência Ocidental

Quando lemos algo sobre Ciência pensamos em hipóteses, na aplicação do método científico e na capacidade de se pensar criticamente para analisar os resultados obtidos em experimentos, correto?

Mas a Ciência sempre foi assim? Quando tomou a forma que conhecemos? Desde quando existe o método científico, por exemplo?

Alhazen (965-104

A resposta para essas perguntas varia de acordo com a cultura considerada. Existem documentos do Antigo Egito com mais de 3 mil anos que descrevem métodos matemáticos e médicos, por exemplo.

Roger Bacon (1214-1294)

René Descartes (1596-1650)

O desenvolvimento do raciocínio dedutivo por Platão na Grécia também é um importante passo em direção ao método, mas foram pensadores islâmicos como Alhazen (que fez grandes contribuições para a Óptica) que introduziram o uso da experimentação e quantificação para distinguir entre hipóteses científicas e inspiraram pessoas como Roger Bacon (século 13), considerado um dos “pais” do Método Científico. Já nos séculos 17 e 18 gente como Francis Bacon e René Descartes terminaram de definir grande parte da Ciência atual.

Quer uma introdução rápida no assunto?

O filme Luz, Trevas e o Método Científico mostra a história da ciência ocidental, sendo uma boa referência para quem se interessar sobre História da Ciência e quiser um panorama geral de forma rápida (o filme tem aproximadamente 1 hora e pode ser acessado em partes).

Veja aqui a primeira parte do filme e acesse os links para ver o resto no YouTube:

Luz, Trevas e o Método Científico -  Parte 2 / Parte 3 / Parte 4 / Parte 5 / Parte 6 / Parte 7

O filme foi produzido pelo Projeto Ciência e Arte do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, acessem e vejam outros vídeos disponíveis!

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Muita teoria e pouca prática? Pense de novo!

Muita teoria e pouca prática? Pense de novo!

Afinal, quando existe uma teoria em Ciências? A resposta mais correta é: depende. Ao contrário do que se pensa, estabelecer uma teoria científica não é fácil.

O problema nesse caso é similar ao conceito de Pensamento Crítico: as palavras possuem significados diferentes na linguagem comum e na científica. No dia-a-dia a palavra teoria pode ser usada para representar uma suposição, ou seja, algo especulativo e sem demonstração experimental. Já para as Ciências experimentais como química e biologia afirmações ou opinião feitos sem experimentos que obedeçam às normas do Método Científico são chamados de hipóteses!

Watson e Holmes formulando HIPÓTESES!

O filme de Sherlock Holmes lançado em 2009 pelo ótimo Guy Ritchie contém um diálogo  que serve como exemplo de como deve funcionar a produção científica (tradução livre).

Enquanto andam pelas ruas, Dr. Watson, o parceiro de Holmes, conversa com o famoso detetive sobre alguns acontecimentos bizarros que havia presenciado durante sua participação na guerra:

Watson:
- Sabe, presenciei coisas na guerra que não pude explicar. Uma vez ouvi um homem prever acertadamente sua morte do número de balas ao local dos buracos de bala que o mataram. Você tem que admitir que uma explicação sobrenatural é possível ao menos em teoria.

Holmes então responde:
- Nunca teorize antes de ter dados. Invariavelmente você terminará distorcendo fatos para se encaixarem à teoria, ao invés de fazer com que as teorias sirvam aos fatos.

Uma hipótese é o ponto de partida para as teorias científicas e precisa de comprovações experimentais constantes que obedeçam ao Método Científico.

As hipóteses são perguntas ou suposições que orientam uma investigação com o objetivo de explicar um fato e prever suas consequências. Já as teorias são afirmações que sobrevivem ao tempo com apoio de uma grande quantidade de evidências, sendo considerada “provada” no meio científico.

Uma hipótese é analisada diversas vezes para ser considerada uma teoria.

O problema: como fora deste contexto teoria e hipótese podem assumir significado semelhante, linhas de pensamento não científicas podem usar uma linguagem aparentemente científica. Assim nascem as chamadas pseudociências.

Mais importante: a diferença entre uma hipótese e uma teoria científicas mostra que o conhecimento não é estático e inabalável. As teorias são sustentadas por testes que verificam sua validade, mas este cenário pode mudar se houver uma hipótese científica alternativa.

Se os testes determinarem que a hipótese alternativa aponta falhas na teoria vigente, começa a busca por uma teoria revisada e melhorada.

Assim caminha a Ciência.

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