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	<title>Ciensinando &#187; teoria</title>
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	<description>Educação científica e pensamento crítico</description>
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		<title>Assistindo a História da Ciência Ocidental</title>
		<link>http://www.ciensinando.com.br/2010/06/historia-da-ciencia/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 22:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ciências]]></category>
		<category><![CDATA[ensino de ciências]]></category>
		<category><![CDATA[hipótese]]></category>
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		<category><![CDATA[teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando lemos algo sobre Ciência pensamos em hipóteses, na aplicação do método científico e na capacidade de se pensar criticamente para analisar os resultados obtidos em experimentos, correto? Mas a Ciência sempre foi assim? Quando tomou a forma que conhecemos? Desde quando existe o método científico, por exemplo? A resposta para essas perguntas varia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando lemos algo sobre Ciência <a href="http://www.ciensinando.com.br/2010/03/muita-teoria-e-pouca-pratica-pense-de-novo/" target="_blank">pensamos em hipóteses</a>, na <a href="http://www.ciensinando.com.br/2010/02/metodo/" target="_blank">aplicação do método científico</a> e na <a href="http://www.ciensinando.com.br/2010/02/pensamento-critico/" target="_blank">capacidade de se pensar criticamente</a> para analisar os resultados obtidos em experimentos, correto?</p>
<p>Mas a Ciência sempre foi assim? Quando tomou a forma que conhecemos? Desde quando existe o método científico, por exemplo?</p>
<div id="attachment_472" class="wp-caption alignleft" style="width: 130px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/06/alhazen.png"><img class="size-thumbnail wp-image-472 " title="alhazen" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/06/alhazen-150x150.png" alt="" width="120" height="120" /></a><p class="wp-caption-text">Alhazen (965-104</p></div>
<p>A resposta para essas perguntas varia de acordo com a cultura considerada. Existem documentos do Antigo Egito com mais de 3 mil anos que descrevem métodos matemáticos e médicos, por exemplo.</p>
<div id="attachment_474" class="wp-caption alignright" style="width: 106px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Roger-bacon.jpg"><img class="size-full wp-image-474 " title="Roger bacon" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Roger-bacon.jpg" alt="" width="96" height="130" /></a><p class="wp-caption-text">Roger Bacon (1214-1294)</p></div>
<div id="attachment_473" class="wp-caption alignright" style="width: 130px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ReneDescartes.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-473 " title="ReneDescartes" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ReneDescartes-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" /></a><p class="wp-caption-text">René Descartes (1596-1650)</p></div>
<p>O desenvolvimento do raciocínio dedutivo por Platão na Grécia também é um importante passo em direção ao método, mas foram pensadores islâmicos como <strong>Alhazen</strong> (que fez grandes contribuições para a Óptica) que introduziram o uso da experimentação e quantificação para distinguir entre hipóteses científicas e inspiraram pessoas como <strong>Roger Bacon</strong> (século 13), considerado um dos &#8220;pais&#8221; do Método Científico. Já nos séculos 17 e 18 gente como <strong>Francis Bacon</strong> e <strong>René<strong> </strong></strong><strong>Descartes</strong> terminaram de definir grande parte da Ciência atual.</p>
<p><strong>Quer uma introdução rápida no assunto?</strong></p>
<p>O filme <em>Luz, Trevas e o Método Científico</em> mostra a   história da   ciência ocidental,   sendo uma boa referência para quem se interessar sobre História da   Ciência e quiser um panorama geral de forma rápida (o filme tem  aproximadamente 1 hora e pode ser acessado em partes).</p>
<p>Veja aqui a primeira parte do filme e acesse os links para ver o  resto no <em>YouTube</em>:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/G0oImVekJzg&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/G0oImVekJzg&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em><strong>Luz, Trevas e o Método Científico -  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BVE075uS82c" target="_blank">Parte 2</a></strong></em> / <em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ULBCbnLY7XU" target="_blank">Parte 3</a></strong></em> / <em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dyla3pAyaTc" target="_blank">Parte 4</a></strong></em> / <em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=74yuWDetMq4" target="_blank">Parte 5</a></strong></em> / <em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=sEj9vOa3dgs" target="_blank">Parte 6</a></strong></em> / <em><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NndBt0LyfSk" target="_blank">Parte 7</a></strong></em></p>
<p>O filme foi produzido pelo <strong><a href="http://www.bioqmed.ufrj.br/corpo/enscienciaearte.html">Projeto    Ciência e Arte</a></strong> do Instituto de  Bioquímica Médica da UFRJ, acessem e vejam outros vídeos disponíveis!</p>
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		<title>Muita teoria e pouca prática? Pense de novo!</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 17:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciensinando]]></category>
		<category><![CDATA[ensino de ciências]]></category>
		<category><![CDATA[ciências]]></category>
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		<description><![CDATA[Afinal, quando existe uma teoria em Ciências? A resposta mais correta é: depende. Ao contrário do que se pensa, estabelecer uma teoria científica não é fácil. O problema nesse caso é similar ao conceito de Pensamento Crítico: as palavras possuem significados diferentes na linguagem comum e na científica. No dia-a-dia a palavra teoria pode ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Afinal, quando existe uma teoria em Ciências? A resposta mais correta é: depende. Ao contrário do que se pensa, estabelecer uma teoria científica não é fácil.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ciensinando.com.br/2010/02/pensamento-critico/" target="_blank">O problema nesse caso é similar ao conceito de Pensamento Crítico</a>: as palavras possuem significados diferentes na linguagem comum e na científica. No dia-a-dia a palavra teoria pode ser usada  para representar uma suposição, ou seja, algo especulativo e sem demonstração experimental. Já para as Ciências experimentais como química e biologia afirmações ou opinião feitos sem experimentos que obedeçam às normas do <a href="http://www.ciensinando.com.br/2010/02/metodo/" target="_blank">Método Científico</a> são chamados de <strong>hipóteses</strong>!</p>
<div id="attachment_363" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/03/sherlockholmes11.jpg"><img class="size-medium wp-image-363 " title="sherlockholmes1" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/03/sherlockholmes11-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Watson e Holmes formulando HIPÓTESES!</p></div>
<p style="text-align: justify;">O filme de <em><strong>Sherlock Holmes</strong></em> lançado em 2009 pelo ótimo <strong>Guy Ritchie</strong> contém um diálogo  que serve como exemplo de como deve funcionar a produção científica (tradução livre).</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto andam pelas ruas, Dr. Watson, o parceiro de Holmes, conversa com o famoso detetive sobre alguns acontecimentos bizarros que havia presenciado durante sua participação na guerra:</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Watson:</strong></em><br />
<em>- Sabe, presenciei coisas na guerra que não pude explicar. Uma vez ouvi um homem prever acertadamente sua morte do número de balas ao local dos buracos de bala que o mataram. Você tem que admitir que uma explicação sobrenatural é possível ao menos em teoria.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Holmes então responde:</strong></em><br />
<em>- Nunca teorize antes de ter dados. Invariavelmente você terminará distorcendo fatos para se encaixarem à teoria, ao invés de fazer com que as teorias sirvam aos fatos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><em><strong>Uma hipótese é o ponto de partida para as teorias científicas e precisa de comprovações experimentais constantes que obedeçam ao Método Científico.</strong></em></span></p>
<p style="text-align: justify;">As hipóteses são perguntas ou suposições que orientam uma investigação com o objetivo de explicar um fato e prever suas consequências. Já as teorias são afirmações que sobrevivem ao tempo com apoio de uma grande quantidade de evidências, sendo considerada &#8220;provada&#8221; no meio científico.</p>
<div id="attachment_366" class="wp-caption alignleft" style="width: 202px"><a href="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/03/experiment.jpg"><img class="size-medium wp-image-366    " title="experiment" src="http://www.ciensinando.com.br/wp-content/uploads/2010/03/experiment-300x225.jpg" alt="" width="192" height="144" /></a><p class="wp-caption-text">Uma hipótese é analisada diversas vezes para ser considerada uma teoria.</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O problema: como fora deste contexto teoria e hipótese podem assumir significado semelhante, linhas de pensamento não científicas podem usar uma linguagem aparentemente científica. Assim nascem as chamadas pseudociências.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais importante: a diferença entre uma hipótese e uma teoria científicas mostra que o conhecimento não é estático e inabalável. As teorias são sustentadas por testes que verificam sua validade, mas este cenário pode mudar se houver uma hipótese científica alternativa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Se os testes determinarem que a hipótese alternativa aponta falhas na teoria vigente, começa a busca por uma teoria revisada e melhorada.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Assim caminha a Ciência.</em></p>
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